Nova Formula Starboard One Design - 22/9/08
Aguarda decisão em novembro de 2008 sobre a participação na olimpíada de 2012 em Londres
Carta aberta de Svein Rasmussen sobre a FWOD
Cerca de 10 equipamentos de FWOD (Formula Windsurfing One Design) foram colocados à disposição dos velejadores para teste durante o Mundial de FW em Portugal. Alguns inclusive foram para a raia competir junto, já que a FWOD é a mesma Starboard Formula 162 homologada pela classe FW.
A seguir uma carta aberta do presidente da Starboard, Svein Rasmussen, falando sobre a classe:
“Prezados,
Eu participei, em Los Angeles 1984, da primeira Olimpíada com a classe windsurfing. Meu velejo então se estendeu por 10 anos no circuito da PWA, competindo em pranchas race, slalom e também wave. Mais tarde iniciei a marca Starboard, que tem sido a líder do mercado de windsurf por 6 anos consecutivos.
A razão para a minha carta é que eu gostaria de compartilhar o seguinte com vocês:
Quando a classe Formula Windsurfing nos pediu para trabalhar com ela no conceito da Formula One Design para as Olimpíadas, eu tive que pensar nisso muito já que eu acreditava que precisávamos de uma alternative para ventos fracos, um equipamento que poderia funcionar em 2-5 nós de vento, de modo a energizar todas os locais de vento fraco no mundo. Aí meu pensamento se voltou para a classe Mistral.
Essa classe teve um equipamento que funcionou bem em ventos fracos. A Mistral foi muito bem trabalhada no Mercado e foi intensamente apoiada pelas federações nacionais por 12 anos, até o dia que não mais teve uma medalha olímpica, ela mostrou que a classe era “artificial”, já que ninguém mais continuou a participar dela. Isso provou para mim que a maioria dos windsurfistas que desejam competir num estilo Olímpico estão principalmente interessados em competir em condições de planeio. Eu gusto de competir em ventos fracos também, mas eu sou uma pequena minoria hoje e devo aceitar isso.
A RSX nasceu “artificialmente”. O estilo do equipamento selecionado nunca competiu em grandes flotilhas. As medalhas foram colocadas à disposição, o apoio das federações foi colocado à disposição e uma quantidade limitada de velejadores vão participar até que a classe seja retirada do programa Olímpico e ale vai desaparecer da mesma forma que a Mistral o fez.
Esta participação “artificial” é o que queremos evitar para parar o declínio da participação nas classes olímpicas do Windsurf. Nós queremos propor regattas num estilo de equipamento que atraiu mais competidores que a RSX ou Mistral nos últimos 8 anos e ainda atrai.

A classe FW tem mais competidores internacionais mesmo não tendo medalha olímpica em jogo e sem o apoio institucional da federação nacional, de modo que ela se tornou popular porque o equipamento é aquele que a maioria dos competidores gostariam de usar hoje em dia. Mais além, eu gostaria de ver uma classe onde diferentes fabricantes pudessem ter o equipamento disponível, mas congelado por 4 anos.
Nós, entretanto, entendemos que isso ainda é muito cedo para a ISAF aceitar, então, nós apoiamos com alegria o programa FOD (Formula One Design) e nosso objetivo é muito simples: Criar uma classe olímpica que atraia participantes não apenas porque ela é Olímpica, mas porque é uma classe velejada no equipamento que os velejadores de fato preferem competir.
Obrigado pelo apoio.
Svein Rasmussen”



