Campeonato Brasileiro de Formula Experience em Maceió - 22/9/08

Entrevista de Ricardo Munhoz (Juiz do evento) para o site Katanka

Brasileiro de FE

A contagem regressiva para o III Campeonato Brasileiro de Formula Experience já começou. O campeonato acontece de 26 a 28 de setembro e a sede escolhida através da Assembléia da Classe é a cidade de Maceió.

A organização técnica da competição ficará sob a responsabilidade de Ricardo Munhoz, de São Paulo, que já estve no local para vistoriar e iniciar os trabalhos fora d´água. Ricardo nos cedeu uma entrevista onde conta quais são suas expectativas para o III Brasileiro de FE:

Ricardo, quais as suas expectativas para o III Brasileiro de FE?
A minha expectativa é muito grande pelo desafio de retornar à organização de um evento tão importante após vários anos de dedicação exclusiva ao meu clube em São Paulo.
Um dos pontos mais relevantes desse evento é a possibilidade da flotilha de Maceió ser ampliada consideravelmente após a realização do Campeonato Brasileiro. A idéia é interagir com o público alvo de Maceió, abrindo o evento para o maior número de interessados possível. Pretendemos fazer uma promoção local, oferecendo “batismos” de Windsurf para os visitantes cadastrados em pontos de concentração de potenciais iniciantes. Acho que a principal “missão” dos Campeonatos Brasileiros de FE deveria ser essa.

Você está acostumado a organizar eventos de Windsurf há mais de uma década. O que mudou no esporte, em termos de competição, de 1990 para 2008?

Infelizmente, a realidade nas competições de vela em todo o mundo é bem diferente do que ocorria há 15 anos. A quantidade de competidores deu lugar à qualidade dos atletas. O esporte se profissionalizou e isso afastou um pouco os “amadores”.
Naquela época, nem imaginaríamos que em 2008 teríamos Brasileiros como os melhores velejadores do mundo na maioria das classes do windsurf. Sem dúvida, estamos no melhor momento do Windsurf Nacional.
Agora, o principal objetivo é resgatar os velejadores que estão afastados e criar a mentalidade da regata como uma ferramenta de desenvolvimento para os novos alunos que se formam nas escolinhas de windsurf de todo País.
Sem dúvida, a FE tem um papel fundamental nessa nova fase das competições.

Maceió já sediou eventos importantes no passado também. O que esperar da raia da Pajuçara em 2008?

Realmente Maceió foi esquecida pelos organizadores do Windsurf. O inesquecível Hollywood Vela tinha uma das suas etapas nesse local. Sergio e Taciana Gama, nomes importantes da vela nacional, representaram muito bem o estado na Classe HC 16.
Hoje, treinam regularmente em Pajuçara com suas FE se preparando para o próximo brasileiro.
Como disse ao Wagner Rossi, realizador do evento em Maceió, a raia da Pajuçara é uma arena para regata de Formula. Água lisa e ventos moderados transformam o local em um dos melhores pontos para prática da Fórmula Windsurf no País.
Além da facilidade na condução do equipamento, outro fator importantíssimo são as condições excepcionais de segurança que a raia oferece pela proximidade da praia, além do “abrigo” natural da barreira de coral que praticamente protege toda a raia.
Os velejadores de FE não poderiam ter local melhor para desenvolver suas habilidades.

A FE é uma classe formadora de velejadores para a FW e, por ser mais acessível, o equipamento tornou-se uma ótima opção para os velejadores de fim de semana e iniciantes. Teremos 3 eventos importantes na sequência: Brasileiro em Maceió, Pan Americano em Vitória e Mundial no Peru. Na sua opinião, como atrair os iniciantes e os velejadores de fim de semana para a raia nestes eventos?
Um enorme passo já foi dado com a redução dos custos do equipamento, proibição do uso de rigs sofisticados, além do uso da mesma prancha (muito resistente) durante 4 anos.
Na minha opinião, essas regatas tem que ser uma grande festa para velejadores e acompanhantes, poucos dias de duração para “caber” na agenda difícil da maioria dos mortais e reduzir custos de hospedagem e alimentação, muita estrutura de suporte na água para dar segurança aos iniciantes, com regatas bem didáticas (dentro e fora da água) para facilitar o entendimento dos novos e motivá-los a outras participações.
Outra questão importante, principalmente para os “iniciantes” é a logística que envolve o transporte do equipamento. A maioria não imagina que é possível embarcar com seu equipamento nas empresas aéreas como bagagem. Quando são informados da possibilidade, desanimam em função dos custos do excesso de bagagem. Esse é um dos pontos que iremos priorizar no Brasileiro em Maceió.
Espero trazer boas notícias em breve!
Abraços a todos e até Maceió.